Mercado Imobiliário Português atravessa clima de instabilidade

O Mercado Imobiliário Português tem vivido, ultimamente, um clima de instabilidade causado pela pandemia da Covid-19 e, agora, pela Guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Estes dois fatores levaram a um aumento da inflação, que está a tornar-se cada vez mais elevada, tendo chegado aos 7,2% no mês de abril, do presente ano. Em consequência, os custos de construção dispararam, provocando uma especial preocupação em todo o setor imobiliário, dando especial destaque à construção de habitação a preços acessíveis.

Em entrevista ao Idealista, Hugo Santos Ferreira, Presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), afirma que “A inflação vai afastar muitos projetos imobiliários de habitação acessível e essa é a grande preocupação que nós temos neste momento”.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os custos de construção de habitação nova escalaram os 11,6% entre março do atual ano e do ano anterior (2021), o que traduz uma aceleração dos preços dos materiais. Hugo Santos Ferreira compara, ainda, o período pré-pandémico, referente ao ano de 2019, com o ano passado, considerando que os custos da construção subiram 27%, ou seja, “quase 30% a mais que se vai repercutir no preço de venda final dos imóveis”.

O aumento dos preços da construção, que se traduz em materiais, matérias-primas, equipamentos e mão de obra, está a dificultar, cada vez mais, a construção de casas a preços acessíveis, situação que estava em “primeiro plano” por parte do Governo para solucionar os problemas de nível habitacional e financeiro que assombra muitas famílias portuguesas.

A solução para travar este problema, tem passado pelo diálogo entre os promotores imobiliários e os empreiteiros, de forma a chegarem a um acordo para acomodar os custos da construção que, na maior parte das vezes, se reflete no valor final dos imóveis.

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